Passou mais um compasso pascal e
as pessoas continuam a embirrar com a volta que a cruz dá pela freguesia.
As pessoas tendem a impor a sua
vontade na hora de receber a cruz em sua casa, fazendo o compasso andar às
voltas e passar duas vezes no mesmo local (sendo que na primeira tem que se
deslocar por vezes quase 1km só para fazer uma casa, quando 2h mais tarde
passaria mesmo fora daquela porta).
Isto é recorrente e todos os anos
acontece nas nossas freguesias, a vontade pessoal impõe-se sobre a vontade
colectiva. Quem coordena o compasso tem que se impor e não ficar com medo do
que as pessoas possam dizer, o que que fazia à 100 anos não em que se fazer nos
dias de hoje. A Páscoa é de todos e todos merecem respeito.
Outra coisa que quero fazer
referência é que existem nas nossas freguesias cidadãos de primeira, de segunda
e de terceira. Não somos todos tratados da mesma maneira (ao contrário do que
Jesus e a Bíblia anunciam). Numas casas a cruz entra e sai, a banda de música
passa a correr e noutras a cruz pára 10minutos, a banda entra portão a dentro e
fica lá à espera.
Não somos todos iguais? Não
devemos ser tratados da mesma forma? Deixem-se de hipocrisias e comecem a fazer
as coisas como deve de ser.